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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Eu não estou em greve!
A falta de apoio estudantil aos seus representantes é um sinal que deve ser considerado. Se não houver uma reavaliação sobre a metodologia do movimento estudantil ele continuará condenado a falar para poucos.

Se você estuda na USP ou conhece alguém que estuda já deve ter reparado que, embora "os
estudantes da usp" estejam em greve, as coisas parecem estar funcionando normalmente. E
estão! Pelo menos em alguns departamentos!

A greve tem sido ovacionada pelos Centros Acadêmicos que tentam, incansavelmente, buscar o apoio dos alunos. Acontece que poucos são os que apoiam a greve ou que se sensibilizam com ela. Pelo contrário, muitos são os que estão extremamente incomodados e revoltados com a situação. Por começar pelos motivos da Greve, que soa para os alunos como uma pauta muito mais propensa aos funcionários do que aos alunos, e depois os métodos.

Questiono-me se parar o bandejão, o circular, fechar bibliotecas e impedir a entrada de ônibus pelo Portão principal são medidas que causem algum desconforto para a reitoria. Acredito que a Reitora não almoce nem jante no Bandejão, que ela tenha um carro (e portanto não use circular) e que às 17h de uma quinta feira estava belíssima no gabinete dela. Estas ações só conseguem uma coisa: Gerar a desaprovação pela maioria dos alunos.

Mas a greve continua e mesmo com a desaprovação de uma maioria os Centros Acadêmicos e o Diretório Central dos Estudantes continuam a declarar que "Os estudantes da USP estão em greve". Calma ae! Eu não estou de greve, minha sala não está de greve e meus professores não estão de greve! Estes órgãos deveriam representar os estudantes, no entanto estão representando interesses próprios e dos funcionários desconsiderando a o incômodo geral com a greve.

Não defendo que o movimento estudantil esteja caducado ou que ele deva deixar de existir, muito menos que ele não é válido, mas acredito que ele deveria ouvir o que a maioria tem a dizer e a maioria se mostra contrária à greve! Por isso a falta de apoio! Por isso diversos departamentos ainda estão funcionando e por isso a greve está "miada".

Está na hora de rever conceitos e parar para pensar se estamos no caminho certo. A falta de apoio dos estudantes ao próprio movimento estudantil é um péssimo sinal de alerta sobre o caminho que os representantes discentes têm seguido. Os CA's e DCE não devem se esquecer que são representantes de uma massa bem maior, principalmente os CA's. Estes poderiam muito bem fazer uma pesquisa (como a que é feita sobre a qualidade dos professores) e descobrir qual o posicionamento da sua escola para então defender a vontade do coletivo e não um ideal particular dos seus componentes. Caso isso não aconteça, eles continuarão falando sozinhos e as atléticas se mostrarão, como já têm se mostrado, muito mais próximas dos estudantes.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Na Cola do Obama - G20, Cúpula das Américas,
Conferência Durban II, Flops, flops, flops...

A Cúpula das Américas foi mais um flop, dentre vários outros por onde Obama passou. Parece que a úncia coisa que ele tem conseguido deixar é um clima calmo, amigável de “vamos dar as mãos tocar o barco” e não efetivamente fazer valer seus interesses. Por esses motivos tem recebido críticas internas nos EUA. A mais recente foi uma feita pela oposição republicana sobre sua aproximação cordial com Hugo Chavéz. Obama respondeu com seu caráter ambíguo de sempre (pacificar sem deixar de lado os interesses dos EUA): Venezuela é um país cujo orçamento de Defesa é provavelmente ínfimo se comparado ao dos EUA... é improvável que apertar a mão ou ter uma conversa educada com Chávez seja uma ameaça aos interesses estratégicos dos EUA”.

De qualquer forma, a cúpula das Américas mostrou que os países do cone sul não são mais submissos ao Norte. Isto porque a declaração contou com a adesão apenas de Trindad e Tobago. As relações estão boas, sim. Mas ninguém quer muita proximidade econômica. Os EUA virou o amiguinho com gripe “A gente até gosta de você, mas fica longe, tá!?”

Mesmo no G20, Obama não conseguiu ampliar suas tropas para o Afeganistão, apenas teve

apoio. Todo mundo o apóia. Este apoio generalizado é fruto, em grande parte, de sua doutrina política que é contrastante com a do governo Bush. Ao contrário de Bush, que era autoritário e primava pela violência, Obama é um populista, um estadista de primeira categoria que angaria simpatias para depois pedir com jeitinho. Tanto fez que conseguiu mudar inclusive o discurso do Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que defendeu o direito de defesa da jornalista irano-americana, Roxana Saberi, acusada e condenada por espionagem em seu país. Ahmadinejad disse que “Por favor, tomem as medidas necessárias para garantir que o processo de examinar as acusações contra os indivíduos acima citados (Saberi e Derakhshan) seja justo e cuidadoso, observando a justiça e as regulamentações”.

Agora você deve estar se questionando “como ele consegue?” Simples, a doutrina Bush foi matéria dos principais jornais desta segunda-feira. A Folha de são Paulo teve o trabalho de destrinchar a doutrina Bush:

  1. 1) Saber ouvir
    "Os EUA continuam sendo a nação mais poderosa e rica da Terra, mas somos apenas uma nação, e os problemas que enfrentamos (...) não podem ser resolvidos por um só país. Se você parte dessa abordagem, você se inclinará a ouvir e não só a falar"


    2) Liderar pelo exemplo
    "Os EUA representam um conjunto de ideais e valores universais (....) ideais de ampla aplicação. Mas também acredito que outros países têm culturas diferentes, 

    perspectivas diferentes, histórias diferentes, e que a melhor maneira de promover nossos valores e ideais é pelo exemplo"

    3) Reconhecer que os outros países têm interesses
    "Os países têm interesses, e as mudanças de abordagem da política externa no meu governo não vão de uma hora para outra fazer desaparecer esses interesses que podem divergir dos nossos. O efeito dessas mudanças é tornar os outros países mais dispostos a cooperar do que a não cooperar"

    4) Corolário"É importante, não só aqui no hemisfério como no mundo, reconhecer que nosso poderio militar é só um braço do nosso poder, e que nós temos que usar nossa diplomacia e nossa ajuda ao desenvolvimento de maneira mais inteligente, de modo que as pessoas comuns possam ver melhorias concretas em sua vida como consequência da política externa americana"

Mas isso não significa que Obama é passivo diante dos acontecimentos. Ele adotou o boicote à conferência Durban II contra o racismo, xenofobia e a intolerância. Os EUA alega que o documento possui trechos inaceitáveis da declaração de 2001 e que infringe a liberdade de expressão. Obama acatouàs decisões internas: O primeiro presidente negro dos EUA boicotou uma conferência de combate ao racismo, para a decepção dos militantes e das ong's engajadas na causa e que tanto o apoiaram. Junto com os EUA, Canadá, Israel, Holanda e Austrália boicotaram a conferência posicionando-se contra o discurso de Ahmadinejad (ele de novo) que já chegou à alegar que o Holocausto seria um mito.Durante seu discurso diversos representantes de outros países se retiraram da conferência. Soma-se a isto que Israel e Canadá consideram anti-israelense a tentativa de países árabes de condenar o sionismo. Porém, o sionismo condena os palestinos, já que Israel, “A Grande Israel”, fica no território aonde até então esse povo vivia. Quem é racista? Quem é xenófobo? Israel ou os Islãmicos? Faltou bom senso na conferência, por isso ela foi o segundo flop da semana!

Obama é o homem da diplomacia e o rei dos Flops.


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